Como já havia descrito, na década de 70 houve uma grande mudança nos motores da Fórmula 1: a entrada dos motores turbo. A turbina chegava a dar uma potência de 30% a 50% maior aos motores, fazendo com que os F1 fossem muito mais rápidos nas retas. No início da década, as configurações de tamanho de pneus (maiores atrás e menores na frente) não haviam mudado. O que mais chama atenção entre os primeiros anos foi o foco total das equipes em dotarem os F1 de propulsores cada vez mais potentes, deixando para segundo plano a aerodinâmica.
Os dois modelos acima (Renault RE/20 V6 turbo de 1980 e Ferrari 126 C3 V6 turbo de 1983) diferem muito pouco. Ambos utilizaram pneus Michelin e tinham câmbio manual de 5 marchas (os nossos carros de passeio na época tinham somente 4 marchas). No campo aerodinâmico, se destacavam as menores entradas de ar nas laterais (em relação à década anterior), uma vez que mesmo mais potentes os motores não necessitavam de tanta refrigeração, já que com o uso da turbina e a evolução dos compostos estes ficaram muito mais leves e menores. O peso dos carros beirava os 600 Kg.


Ao final da década, a FIA já programara para 1990 o fim da era turbo, alegando problemas de segurança. O desenvolvimento aerodinâmico ficaria cada vez mais intenso, mas isso é assunto para o próximo artigo, onde analisaremos a evolução dos carros de fórmula 1 na década de 90.
Foi, sem dúvida, a década onde os carros mais evoluíram e as equipes se tornaram mais profissionais. Também observa-se que ao final desse período o investimento de grandes empresas em marketing nas equipes (principalmente a indústria do tabaco) impulsionou esse desenvolvimento. E assim foi a era Turbo.
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